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Reforma Tributária: IBS e CBS entram na fase final de regulamentação

Reforma Tributária: IBS e CBS entram na fase final de regulamentação

A reforma tributária avançou mais uma etapa importante com a conclusão da regulamentação dos novos tributos IBS e CBS, que irão substituir os atuais impostos sobre consumo no Brasil.

Esses dois tributos fazem parte do novo modelo de tributação sobre bens e serviços, que tem como objetivo simplificar o sistema, reduzir distorções e padronizar regras em todo o país. Agora, o texto segue para sanção presidencial, dando início à fase de implementação gradual.


O que são o IBS e o CBS

O novo sistema será baseado em dois impostos principais:

IBS – Imposto sobre Bens e Serviços

O IBS substituirá:

  • ICMS (estadual);
  • ISS (municipal).

Ele será um imposto de competência compartilhada entre estados e municípios, com regras únicas em todo o território nacional.

CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços

A CBS será o tributo federal sobre o consumo, substituindo contribuições atualmente existentes no âmbito da União.

Na prática, IBS e CBS funcionarão de forma integrada, seguindo os mesmos princípios de cálculo, crédito e apuração.


Comitê Gestor do IBS

A administração do IBS ficará a cargo do Comitê Gestor do IBS (CG-IBS), formado por representantes da União, dos estados e dos municípios.

Entre suas principais responsabilidades estão:

  • Coordenar a arrecadação e a fiscalização do IBS;
  • Definir metodologia de cálculo das alíquotas;
  • Distribuir os recursos arrecadados entre os entes federativos.

Um dos grandes avanços do novo modelo é a centralização do controle fiscal, permitindo que a situação tributária de uma empresa seja acompanhada de forma unificada em todo o país.


Transição para o novo sistema

A implementação do IBS e da CBS ocorrerá de forma gradual, entre 2027 e 2033, convivendo temporariamente com os tributos atuais.

Durante esse período:

  • As alíquotas dos impostos antigos serão reduzidas progressivamente;
  • IBS e CBS ganharão peso até se tornarem os únicos tributos sobre consumo;
  • Haverá ajustes para evitar bitributação durante a transição.

Esse modelo foi desenhado para dar previsibilidade às empresas e permitir adaptação dos sistemas fiscais e contábeis.


Split payment e fiscalização

O novo sistema também prevê a adoção do split payment, um mecanismo que permite o recolhimento automático do imposto no momento da transação.

Entre os benefícios estão:

  • Redução de erros operacionais;
  • Combate à sonegação;
  • Maior transparência na arrecadação.

O modelo se assemelha ao conceito de declaração pré-preenchida, já conhecido pelos contribuintes do Imposto de Renda.


Alíquotas diferenciadas e regimes especiais

A regulamentação do IBS e da CBS prevê:

  • Alíquota zero para medicamentos essenciais e políticas públicas específicas;
  • Reduções de alíquota para setores estratégicos;
  • Tratamento diferenciado para determinadas atividades econômicas, conforme previsto na legislação.

As listas e critérios poderão ser atualizados periodicamente, garantindo flexibilidade e menor judicialização.


O que muda para as empresas

Com a chegada do IBS e da CBS, as empresas precisarão:

  • Adequar seus sistemas de faturamento e emissão de notas fiscais;
  • Ajustar regras de cálculo e destaque dos tributos;
  • Preparar-se para novos layouts, campos e validações.

Embora os impostos não alterem o preço do produto, eles passam a ser destacados de forma clara nos documentos fiscais, exigindo adequação tecnológica.


Próximos passos

Com a regulamentação concluída, o próximo passo é a sanção presidencial e a continuidade da fase de transição para o novo modelo tributário.

A DS Soft já está acompanhando de perto todas as mudanças e preparando seus sistemas para atender integralmente às regras do IBS e da CBS, garantindo segurança, conformidade e tranquilidade para seus clientes.